Estação Primeira de Mangueira celebra 96 anos com Roda de Samba

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Foto: JM Arruda

O final de semana será de festa no Palácio do Samba. No dia 28 de abril a Verde e Rosa comemora seus 96 anos de fundação. E as celebrações já começam no sábado. O Samba de Volta chega pela primeira vez à quadra da Estação Primeira para homenagear a dona da casa a partir das 18h. No dia seguinte, a programação se inicia bem cedo. Uma queima de fogos, a execução do Hino Nacional e o hasteamento da bandeira, um café da manhã na quadra, uma apresentação de ginástica rítmica e da Mangueira do Amanhã será seguida do tradicional parabéns e de uma inédita roda de samba fazem parte da programação. Promovida como uma parceria de sua vice-presidência Cultural e da Ala dos Compositores, a Roda de Samba Cultural quer chegar para ficar e para enaltecer os compositores da escola.

Já o Samba da Volta, que já toca há três anos no centro da cidade, pede licença para prestar uma homenagem à Mangueira e aos seus sambistas, fazendo o que tem como principal bandeira: cantar, reverenciar e viver o samba. A inédita Roda de Samba Cultural, que ocorre no domingo a partir do meio-dia, vai acontecer mensalmente.

Seu objetivo é resgatar uma antiga tradição das escolas de samba e da Estação Primeira em particular: a reunião de seus compositores e convidados para cantar e relembrar os grandes sambas dos mestres do passado. Ao mesmo tempo, a Mangueira quer dar espaço para os compositores atuais apresentarem sambas de quadra/terreiro ou, como costumava se dizer, sambas de meio-de-ano, cuja produção continua acontecendo, mas sem espaços apropriados para sua divulgação.

A Roda de Samba Cultural conta com as participações de Paulinho Bandolim, Guilherme Sá, Thiago Almeida e da Velha Guarda da Bateria. Fazem parte também compositores da Mangueira e Alvinho, parceiro de Hélio Turco e ex-presidente, Guesinha, baluarte e filha de Dona Neuma, Mangueirinha, e de outras “memórias vivas” de sambas da Mangueira como Paulo Ramos, filho de Zé Ramos. A roda contará também com representantes da nova geração da escola, como Cacá Nascimento e Enzo Belmonte.

A partir da sua segunda edição, a Roda Cultural promete contar também com uma curta homenagem a algum personagem da história da escola e da comunidade, com a leitura de um pequeno texto contando a trajetória de personalidades da vida mangueirense desde sua fundação em 1928.

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