PARCERIA DE DEMÁ CHAGAS (Campeã)

Compositores:
Demá Chagas
Pedrinho da Flor
Leonardo Gallo

Zeca do Cavaco
Joana Rocha

Renato Galante e
Gladiador

Intérprete:
Wander Pires

Um dia
Meu irmão de cor
Chorou por uma
Falsa liberdade
Kaô Cabecilê
Sou de Xangô
Punho erguido
Pela igualdade
Hoje cativeiro
É favela
De herdeiros
Sentinelas
Da bala que mata
Feito chibata
Vermelho na pele
Dos meus heróis
Lutaram por nós
Contra a mordaça
Ê Mãe Preta
Mãe Baiana
Desce o morro
Pra fazer escola
Me formei
Na Academia
Bacharel em harmonia
Eis aqui
O meu Quilombo
História

Ê Galanga ê
Rei Zumbi Obá
Preta aqui virou
Rainha Xica
Sou a voz
Que vem do Gueto
Resistência
No tambor
Pilão
De Preto Velho
Eu sou

No Rio
Batuqueiro
Macumba
O ano inteiro
Não nego
Meu valor, axé
Gingado de malandro
Kizomba e capoeira
Caxambu e jongo
Fé na rezadeira
Tempero de Iaiá
Não tenho
Mais Sinhô
E nunca mais Sinhá
Sambo
Pra resistir
Semba
Meus ancestrais
Samba
Pelos carnavais
Torrão amado
O lugar onde nasci
O povo
Me chama assim

Salgueiro
Salgueiro
O amor que bate
No peito da gente
Sabiá me ensinou
Ser diferente

ÔÔÔÔÔÔÔ

PARCERIA DE XANDE DE PILARES

Compositores:
Xande de Pilares
Dudu Botelho

Miudinho do Salgueiro
Betinho de Pilares
Jassa,
Miguel Dibo
e W. Correa

Intérprete:
Zé Paulo Sierra

No morro onde o samba
É dialeto toca o banjo
Do “Guineto”
Chama “Paula”
De guerreira
No forro onde o negro
Dá no couro
Quem apita
É “Mestre Louro”
Professor é
“Noel Rosa de Oliveira”
Pelas vidas
Revendidas no leilão
No Valongo sufocado
Pela argola da opressão
Tantas vozes
Na miséria do cortiço
Tantos gritos
De excluídos e cambaios
Nessa Abolição
Que é tão fajuta
Onde o negro só labuta
Ainda é 12 maio

Nasceu liberdade
No ventre Matamba
Pra alguns entidade
Pra nós Orixá
A identidade
De Keto e Angola
É o chão da escola
De “Babão” e “Anescar”

Nasceu liberdade
No ventre Matamba
Pra alguns entidade
Pra nós Orixá
A mãe tempestade
A pedra que rola
Que embola e desembola
Ao cantar meu “Sabiá”

Ê Camará, ê Camará
Eu fui batizado
Na roda de capoeira
Resistir é meu legado
Existir minha bandeira
Sigo de punho cerrado
Com Xangô
Rei da pedreira

Ôô Ôô
Mocambo da raça
Não teme a mordaça
Só treme afoxés
Ôô Ôô sentinela
Do preceito
“Bala” contra
O preconceito
“Calça Larga”
Sobre os pés

Os pés que riscam
Esse chão sagrado
Mostrando ao mundo
O seu gingado
Dançando
Seus batucajés
Onde eu nasci
E fui criado
Salgueiro
Meu torrão amado

Não tem chave
Ou cadeado
Nem corrente
Na senzala
Meu Quilombo
É encarnado
Preta voz
Que não se cala
Quando eu pego
No ganzá
“Isabel” vai
Pro terreiro
Arreda que lá vem
Salgueiro

PARCERIA DE SERENO

Compositores:
Sereno
Josemar Manfredini
Tico do Gato

Alexandre Cabeça
Serginho do Porto

Walter Honorato
Alê Dutra

e Manelão do Vilar
Intérpretes:
Serginho do Porto
Ito Melodia e
Tico do Gato

Na pele
A cor da noite
A esperança
No brilho do olhar
Meu povo
Foi castigado
No açoite
Ainda hoje sinto
A lágrima rolar
Mas vou sonhar
Lutar por igualdade
Acreditar que o sol
De um novo dia
Vai raiar
Estou vivendo
Desse jeito sufocado
Pelo racismo
Pela discriminação
“Vidas negras importam”
Chega dessa
Falsa Abolição

Faz de novo tambor
Minha alma cantar
A baiana girar
Pra me abençoar
Cada Quilombo
Meu legado
Meu terreiro
Pequena África
No Rio de Janeiro

Celebrar a vida
Alimentar o corpo
Semear a paz
A arte negra
É raiz plantada
Nesse chão
Sabedoria
Dos ancestrais
Samba, jongo
Caxambu, capoeira
A negritude
Esta em cada
Um de nós
Na inspiração
Do “Mestre Sabiá”
Ecoa a nossa voz
“Eu só quero
É ser feliz”
Livre de verdade
E dar um fim
Nessa desigualdade
Enquanto a lua brilhar
O vento soprar
O rio correr pro mar
E a chuva cair
Punho cerrado
Sou resistência
Jamais vou desistir

Òfi àlá we ô
Ilê lewá
Meu Griôt meu axé
Salgueiro
Òfi àlá we ô
Ile lewá
Êta preto de fé
Salgueiro

PARCERIA DE GRAZZI BRASIL

Compositores:
Grazzi Brasil
Marcelo Lepiane

Leandro Thomaz
Rafael Gonçalves

Washington Rocco
Araken Alegria

Lanza Ouro Berê e
Márcia Malandro Maneiro
Intérprete:
Grazzi Brasil

Salgueiro
É resistência
Na raiz
Essência da raça
Não nega a cicatriz
Marcas de tantas
Chibatas
Hoje mordaças
Mascaradas
De igualdade social
“Adeus, Baobá”
Levo o meu Orixá
E a sua justiça
Pra sempre lembrar
Que enquanto
Eu lutar
Teu fogo me atiça
Foi no axé
De Mãe Baiana
“Saruê”
Que a herança
Yorubana vi nascer
“Todo dia ela está”
Na entrada
Do terreiro
Batucada à luz
Do candeeiro

Baixa a guarda
Camará (ô Camará)
Minha fé
Não vou negar
(Não vou negar)
Desse jogo
Que é meu
Ninguém me tira
Das ruas, sou eu
O rei da gira

Entre acordes
De um violão
Ressoam tambores
Da Pedra do Sal
(Meu quintal)
Não sou mais
Um personagem
Guarde a sua
Maquiagem
Chegou o artista
Principal
Eu sei
A lei não me fez
Livre das mazelas
Cada Quilombo
Cada favela
Trago a força
De Zumbi

Salgueiro
Teu charme
É ser diferente
Machado que quebra
Corrente
A ginga
Que mora em mim
Se nenhum canto
De raça foi em vão
Fazer escola
É fazer revolução
Tire a mão
Da minha história
Que eu vou passar
Meu herói
Tem pele preta
Não vão nos calar

Kabecilê Xangô
Não se faz Academia
Sem a voz
De quem lutou

PARCERIA DE GUINGA DO SALGUEIRO

Compositores:
Guinga do Salgueiro
Marcelo Motta
Fred Camacho
Getulio Coelho

Ricardo Neves
Fabicio Fontes

e Ralfe Ribeiro
Intérpretes:
Tinga e
Evandro Malandro

O morro
Ainda clama
Liberdade
Existe apesar
Dessa gente
A voz do Salgueiro
Presente…
Onde Calça Larga
É resistência
Brilha o olhar
De Anastácia
Uma escola de samba
Com essência
Não tem mordaça
E nem senhor
De tantos terreiros
Um elo ancestral
Encontra refúgio
Na Pedra do Sal
Tem fundamento
De Candomblé
Omoloko, Axé
Saruê, baiana
Pro meu
Rio de Janeiro
Saravá Umbanda

Sou coragem
Lá do gueto
No tempero
De Luanda
Diz que é
“Coisa de preto”
Mas requebra
No meu samba
Jonga jongueiro
Bate o tambor
Nossa cultura
Na saia rodopiô

Arte que resiste
Ao “sistema”
Dom de quem
Desarma o discurso
Poesia contra
Quem condena
Dita quem carece
De recurso
Chega de chorar
Bala perdida
Chega dessa
Justiça
Predisposta
Basta…
Somos os pais
Da despedida
Eternos filhos
De perguntas
Sem resposta
Enquanto houver
Um negro
Punho erguido
Meu vermelho é
A luta
Dos que tanto
Já suportam
Aqui vidas
Negras importam

Casa de preto
Reina Xangô
Salgueiro é verbo
De calar feitor
Resistir é vocação
Do meu lugar
Salve o Quilombo
De Guineto e Sabiá

PARCERIA DE T'NEM

Compositores:
T’Nem
Batista Coqueiral

Alexandre Xuxu
Luciano Godoi

Marquinho Mineiro
Betinho Pezão

Gilmar Monteiro e
Tem-Tem Jr.

Intérpretes:
Freddy Viana e
Tem-Tem Jr.

Indulgente liberdade
Mascara a Abolição
Resistir consolida
A existência
Negritude…
Em Minh’alma
É essência
Herança dos
Meus ancestrais
Vermelho
Do sangue negro
Que luta contra
Opressão
É firmamento
Em meu amado torrão
O brado de paz
Leva igualdade
À minha bandeira
Punho cerrado
Comunidade guerreira

A favela
É meu Quilombo
Deixa a baiana girar
Cai a noite
Vem o dia
É Xangô a nos guiar
O batuqueiro firma
O coro e pede axé
Kabecilê, povo de fé

Na cozinha do saber
Alimento o meu ser
Com oferendas
Aos meus Orixás
Ao descortinar
Meu palco sonegado
A imaginação
“Partiu do alto”
Em meio ao choro
E tanta repressão
Com criatividade
E disfarçado
Escuto o som
De preto e favelado
Salgueiro…
Desce o morro
E vem mostrar
O seu valor
Dar a cara a tapa
Sim senhor
Quebrar as muralhas
Desse cativeiro

Sou Academia
Toca partideiro
Sou a resistência
Filho desse terreiro
Ecoa a voz do coração
Pro mundo inteiro
Salgueiro… Salgueiro

PARCERIA DE ALMIRZINHO SERRA

Compositores:
Almirzinho Serra
Serginho Aguiar
Liesbeth Nunes
Artur das Ferragens
Sérgio Gallo
Thiago Bahiano

Vitor França e
Diego AS

Intérprete:
Gilsinho

Não venha
Me enganar
Com simpatia
Romantizar
Meu sofrimento
Enquanto a Casa Grande
Silencia
São meus irmãos
Que estão morrendo
Liberto…
Mas condenado
A pena eterna
Cidadania subalterna
São invisíveis
Os grilhões
Do ventre
Que nunca foi livre
A senzala
O samba é lugar de fala
Identidade do povo preto
Cansei de ser Rei
Por um dia
Ter minha cota na folia
E desprezo o ano inteiro

Oh mãe baiana
Gira saia no terreiro
Oh mãe baiana
Gira saia no terreiro
Malungo, Caxambu
É no quilombo
Do Salgueiro
Malungo, Caxambu
É no quilombo
Do Salgueiro

Crueldade
Há quem jogue
Pedras nos cazuás
Irmandade
Por que o axé ofende
Se prega a paz?
Mas quando um de nós
Se levanta
Com os “louros”
Da nossa história
Representa Djalmas
Romanas
O morro, a “Glória”
Sera que a igualdade
Te convém?
Não ser melhor
E nem pior
Do que ninguém

Já ganzeei
No meu Salgueiro
É resistência
Do ganzê, no ganzeá
Academia na Avenida
É manifesto
Bota o dedo na ferida
Hoje é samba de protesto

Já ganzeei
No meu Salgueiro
É resistência
Do ganzê, no ganzeá
E como diz o velho ditado
Nossa raiz de fato
Nasce em qualquer lugar

PARCERIA DE FILIPE ZIZOU

Compositores:
Filipe Zizou
André Quintanilha
Ailtinho
Robson Ramos e
Léo Castro

Intérprete:
Tuninho Junior

“Libertos”
Um “mero sonho” assinado
Permaneci aprisionado
Refém da “falsa liberdade”
Sobreviver…
Dessa luta jamais desisti
Me livrar dos abusos
Não sucumbir
E um dia a “sorte” mudar
Recontar…
Usar meu espaço de fala
Ecoando o cantar da senzala
Ser preto não é se calar
Vai ressoar o tambor
Aos verdadeiros heróis
Romper de vez os grilhões
Um brado em uma só voz

O meu Quilombo
Impõe respeito
Quem faz história
Na Avenida é Salgueiro

Mães de fé
Em teus braços
Encontro acalanto
Sua gira abençoa meu manto
Templo sagrado
De louvor aos Orixás
Cultura pra “alimentar”
Entrar na roda e “jogar”
Deixa o “black” de pé
Não tenho que disfarçar
Estampo a moda
Minha arte está em cena
Eu sei que valeu a pena
Ainda há muito a conquistar

A minha essência é lutar
Mostrar que tenho valor
Por meu direito gritar
Salgueiro
A cor da pele
Não decide a sentença
Na academia sou raiz
Sou resistência

PARCERIA DE MARALHAS

Compositores:
Maralhas
Bello do Andaraí

Beto Salgueiro
Luiz Camelô

Carlinhos China
Alexandre Magno

Fabiano Mattos e
Herminio Mac

Intérprete:
Daniel SIlva

Brilhou o sol
Da liberdade
Bendita abolição
Corrente de sangue
Quebrada, uma lei
Foi assinada
Dando fim
A escravidão
Mas esse
Preto liberto
Não tinha direitos
Nem chão
Hoje pelos
“Quilombos da cidade”
Contra a desigualdade
E a “Democracia Racial”
A sua luta continua
De punho cerrado
Nas ruas
Alcança o mundo
Ganha voz no Carnaval

O teu canto baiana
Resiste na fé
Na beleza
Que é teu girar
No terreiro
Rufam tambores
Salve os Orixás
Tem canjerê
No ilê
Do Salgueiro

Mãe Preta
Preta mãe querida
Deu mais sabor
A vida
Com segredos
Ancestrais
Sou herança
Negritude
Dos valores
Atitudes…
Danço jongo
“Compro o jogo”
Em rituais
O preconceito velado
Pisou os gramados
Rendeu-se
Aos encantos
Dessa cor
Onde for
No teatro
Ou passarela
A negra arte
É tão bela
Ao som
De cavaquinho
E violão
O samba
Levanta poeira
Resistência é
Nossa bandeira
A luta não
Será em vão

Quando
A máscara cair
O sonho vai
Virar realidade
Vou vestir a fantasia
Respirar só alegria
Salgueiro…
O mensageiro
Da igualdade

PARCERIA DE RAFA HECHT

Compositores:
Rafa Hecht
Djalma Ferreira

Pixulé, Rodrigo Porto
Nunes e Thiago Daniel
Intérprete:
Pixulé

Vamos pisar
Forte nesse chão
Evocar nossa nação
Desce o morro
É tempo de lutar
Sou eu…
Senhor da minha
Própria existência
Alma preta
Sem grilhões
Sentinela e voz
Da resistência
Sou eu…
Filho bastardo
Da alforria
Mãos libertas
Da agonia
Acorrentadas
Ao silêncio
Da história
Será a liberdade
Sonho ou realidade?
Nessa pátria
Que não soube
Ser gentil
Carregado de axé
Assentei
Meus Orixás
E no toque
Do tambor
Meu “Quilombo”
Incorporou

Saravá
Jongo, saravá
Olha vamos
Na dança
Do Caxambu
Vou chamar
Zé Tambozeiro
Pra firmar
No meu terreiro
Capoeira mata um
Zum zum zum

Dendê
E pimenta de cheiro
Atiça o tempero
Da mãe quituteira
Respeita, Senhor
Minha fé
Meu povo resiste
É nó na madeira
A arte o meu
Talento revelou
Nos palcos da vida
Consagrei
A minha cor
Na pele
O tom do samba
Em poesia ancestral
Fui pioneiro
Nessa terra
Fiz raiz

Eu sou Salgueiro
Minha história
É quem diz

Êê, meu canto
Livre a ecoar
É preto
Punho cerrado
Contra a opressão
Ninguém cala a voz
Que vem do gueto
O meu Salgueiro
Vai cumprir
Sua missão
O meu Salgueiro
Vai cumprir
Sua missão

PARCERIA DE ROBERTO ZUK

Compositores:
Roberto Zuk
Alê Zuk
Adriana Chapellen
Chacal do Sax
Divoney Perasa
Kaká Sol
Felipe Mussili e
Alexandre Rivero

Intérprete:
Bruno Ribas

Oyá
Será que estamos
Livres da mordaça
Ainda sinto a dor
De Anastácia
E sei
Que a Casa Grande
Não findou
Xangô
Sempre resisti
Contra a maldade
Na pequena África
Ergui
O meu quilombo
Em liberdade
Nega baiana
Tem quindim
No tabuleiro
E o aroma
Do tempero
É de enfeitiçar
Nega baiana
Do axé
Eu sou herdeiro
Batizado no terreiro
Coroado no Congá
Atabaque ressoou
Ê Camará
No toque
Do caxambu
Preto Velho
Vem jongar

E abre a roda
Que tem capoeira iá
Do preconceito
Não levo rasteira

Meu black é poder
O pente liberta
Um gol de humildade
Traz inspiração
Tô na passarela
No palco e na tela
Mostrando que a luta
Nunca foi em vão
A pele preta
Traz o sentimento
Identidade
Empoderamento
Um negro sorriso
O swing da raça
A batucada
Levantando a massa
Salgueiro de bamba
Resiste no altar
Do samba

Na Academia
Eu também
Sou batuqueiro
Nasci no morro
Cria desse torrão
A negritude
Quem é? Salgueiro
É resistência
A voz do coração

PARCERIA DE CESAR NASCIMENTO

Compositores:
Cesar Nascimento
Sandro Compositor
Silvio Mesquita

Leandro Barros
Guilherme Braga

Rodrigo Pereira
Raoni Ventapane

e Cesar Cruz
Intérpretes:
Pitty di Menezes
Leléu e Ronaldo Ylê

Chega
Negro nunca
Foi escravo não
Escravizado pelas
Mãos da ambição
Meu povo
Não se entregou
Se a liberdade
É lei a lei
Não me bastou
Pois essa luta
Eu sei qual
Sangue derramou
Cansamos de ser
A caça
Meu Quilombo
É a favela
Salgueiro…
Um griot sentinela
Raiz no chão
Do terreiro
Um batuque
Que não se cala

Gira baiana
No toque do ogã
Mãe soberana
Da fé guardiã
O seu encanto
Que ensinou
A força que emana
Desse tambor
A força que emana
Desse tambor

A vela acesa
Em cada altar
O pranto em oração
O Santo é Orixá
Luz que alimenta
A esperança
Orgulho da cor
Da alma africana
É sonhador
Na arte da vida
Um vencedor
Pra sarar
As feridas
Vidas negras
Importam
Lutam pra
Não sucumbir
A negritude
Não cansa
E canta
Pra resistir

Igualdade
E resistência
Salgueiro
Com todo respeito
O morro
Fala por nós
Meu samba vai vencer
O preconceito
Ninguém vai sufocar
A nossa voz

PARCERIA DE GUILHERME SÁ

Compositores:
Guilherme Sá
Zé Paulo

Bil-Rait “Buchecha”
Felipe Filósofo
Leandro Paulo

Belle Lopes
Paulo Oliveira

e Alan Rabelo
Intérpretes:
Zé Paulo e
Nina Rosa

Resistir
Pra existir
Sem medo
Punho cerrado
Pelo mundo inteiro
Na Academia
Do povo preto
Me manifesto
Porque sou Salgueiro

Nasci do tronco
E do ventre em agonia
No temor da travessia
Abayomi ninou
Sussurros de dor
Sobrevivi, persisti
E lutei
Na contramão
Da história branca
Me criei
Legado deste chão
Que me pertence
Sou griô na insurreição
Da nossa gente
Batuqueiro Quilombola
Não aceito esmola
Na minha gira
Pus racismo na poeira
A negritude
Não é uma fantasia
Que se desfaz
No amanhecer
Da quarta-feira

“Cinzas voam
No rosto de quem
As jogou”
Recuso o abuso
Que silencia o tambor
Se a pedra rolar
Xangô vai segurar
Risco pemba
Ergo a bandeira
De Oxalá

Sou fundamento
O saber das Yabás
Preservo o sabor
Pelas mãos de quem faz
Lá no alto do Morro
Caxambu me ensinou
A desafiar a vida
Ser um versador
E driblar preconceitos
Tendo a luz
De um vencedor
A liberdade ainda terá
Seu papel principal
Minha escola é Palmares
Onde canta
Um negro Sabiá
Sou verso de amor
De Mãe Conceição
A trilha sonora
Da favela
Revela na paz
Que não me inclui
“Um defeito de cor”
Transformando luto
Em luta contra
A segregação
Racistas não passarão

PARCERIA DE TIÃOZINHO DO SALGUEIRO

Compositores:
Tiãozinho do Salgueiro
César Reis
Gregório da Casa de Jorge
João Conga, Beto Bombeiro
Tio Júlio, Professor ACM
e Yeda Maranhão

Intérprete: Nêgo

Eu sou o negro
“Liberto” do cativeiro
Cativo às agruras
No Rio de Janeiro
Sagaz
“Plantei meu paraíso”
Na favela
Sob o açoite disfarçado
Rogo paz em meio a guerra
Abandonado…
Negrinho descalço
Jogado a sorte
Na estrada da vida
À “doce bala” no sinal
Ao amargo
Da bala “perdida”
Ôôô ôôô
Direito negado
Destino traçado
E meu altar é violado

Firma ponto aí
Salve os orixás
Chama pro xirê
Bota a santa no gongá
Entrego oferendas
Pra fortalecer
“Livrái-nos do mal”
Me ajude a vencer

Lindas histórias
De luta dos ancestrais
Cheguei contando
Eu sinto o cheiro
Das Camélias do Leblon
Sigo sonhando
Ainda ouço
Os tambores da Ciata
Da Praça XI
A alegria do festeiro
Chutei o racismo da bola
Na cultura imprimi
Minhas memórias
Mãe baiana
De mão cheia
Da receita que ficou
O teu giro me fascina
Tua reza me curou
Não me curvo nessa luta
Pois maculelê eu sou
Chamo o povo
E faço festa
Porque o rum já ecoou

Auê.. tindolelê
Teu preconceito
Não vai me vencer

Hoje tem caxambu
Samba e funk no terreiro
Batidão da resistência
No quilombo do Salgueiro

PARCERIA DE GILMAR L. SILVA

Compositores:
Gilmar L. Silva
Celsinho Mody
Michel do Alto
Pedro Ambrosio
Isa Maria
Elizabeth Pinheiro
e Ferreti

Intérprete:
Celsinho Mody

Salgueiro
Raiz
Resistência
É preto
Na essência
Cultua valores
Quebra grilhões
Valongo
Sem mordaça
Nos leões
Ecoa
A Pequena África
No sal que traz
O mar de Iemanjá
Vou lutar
Por igualdade ôô
Que não sai
Da teoria
O Quilombo
Ainda invade
Os porões
Da hipocrisia

Ogã
Firma no tambor
Chama os orixás
Gira Yaô
Yaô Yaô
Salgueiro
É terreiro
De Xangô

Na dança do jongo
Se joga a luta
Êh Camará
Pra que disfarçar?
O meu brilho
Não é sorte
É bravura
Canto de negrura
Grito de vitória
Minha história
Saiu da gaveta
A arte preta
Mais linda de ver
Meu choro
Virou poesia
Se fez melodia
De batuquejê
Na inspiração
A sabedoria
Raízes dos meus
Ancestrais
O meu celeiro
É negritude
Baobá
Dos carnavais

Liberdade
Já raiou
Na Academia
Pro povo
Que sonhou
Chegou o dia
Ouvir a voz
Do morro é dizer
Abolição é o preto
No poder

PARCERIA DE LEONARDO BESSA

Compositores:
Leonardo Bessa
Benjamin Figueiredo
Marcelo Valencia
Osvaldo Cruz

Bruno Papão
Vagner Silva

Pereira e
André Ronaldo

Intérpretes:
Leonardo Bessa
e Chitão Martins

Tenho orgulho
Dessa cor
E a força
De Palmares
Saruê baiana
Negra Chica
E Chico Rei
Mandinga
De Preto Velho
A essência
De Candace
Resistência
Nas histórias
Que cantei

Meu resistir
É intransitivo
E direto
Não se calar
A injustiça
Sufoca irmãos
Insistir
Há pretos
Ainda sem teto
Reagir a toda
E qualquer
Forma de opressão
Legado maior
Que herdei
De meus pais
Cabeça erguida
Orgulho da cor
Rasgar a mordaça
Não ser capataz
Honrar minha raça
E a tez dos orixás

Ôôôôô
Salgueiro
É terreiro
É Rei Negro
É griô

Ciata de Oxun
Iyrakekerê
Arrasta-saia
Baiana, no xirê
Zomba dos “homi”
Jonga divina mulher
Resiliência negra
Do samba no pé

Mandingas
Ajeuns e orações
Que se misturam
Cantigas de Umbanda
Em atabaques
Do Omolokô
Mãe Preta
Vem me benzer
Mãe da memória
Dourada em dendê
O Ogan abre a roda
Vem o capoeira
Fazendo brilhar
Os olhos do erê
Dos pés aos cabelos
Em todas as partes
Nos palcos e textos
Negra é a arte
Desçam para a festa
Os Quilombos
Deste e de outros
Planos
Guardiões
Da negritude
Respeito é questão
De atitude

PARCERIA DE SIDNEY S.

Compositores:
Sidney S.
Carlão do Caranguejo
Magda Venâncio
Cléo di Loiola
Dirce Lima
Márcio Birinha
e Marcus do Cavaco

Intérprete:
Wantuir

Orgulho é a cor
Da minha pele
Que reflete
A “resistência”
A africanidade
E as heranças
Desigualdade
Resiliência
À segregação
Lançado a própria
Sorte nas favelas
A lei Áurea
Trouxe a liberdade
Carregada de mazelas
Tendo que me impor
Unir e crescer
Fazer valer
Meu existir
Sonhar, representar
Para não ter
Que sucumbir

Salgueiro
Clama dignidade
Faz ecoar pela cidade
Plantar e florescer
Pro amanhã
Colher felicidade

O preto avança
Apesar da diversidade
Da intolerância
Sem valorização
Do preconceito
À discriminação
A luta e o respeito
Num brasil plural
Essência do meu
Carnaval
É traduzir
Nossa história
Que não é contada
Nas escolas
Ressignificar
O culto e a fé
Preservar
Valores culturais
Banir as injustiças
Sociais

Salgueiro traz
A comunidade
Pra inserir
Na sociedade
Com o rufar
Da Furiosa
Vou respirar feliz
É tudo que
Eu sempre quis

PARCERIA DE ANTÔNIO GONZAGA

Compositores:
Antônio Gonzaga
Diego Tavares

Maurício Japa
Márcio de Deus

Gilca Soares
e Martins

Intérpretes:
Igor Sorriso
e Rixxa

Moleque
Preto é cor
De liberdade
Todo preto
É majestade
Não há mordaça
Que vá nos calar
Moleque…
Preto que enfrenta
As mazelas
Cria da dor
Da favela
O mundo inteiro
É seu lugar

O axé
Vem dos terreiros
Vai começar o Xirê
No Quilombo
Do Salgueiro
Negritude tem poder
Gira a nega
Mãe baiana
Pra Xangô
Seu orixá
Kabessilê
Pra justiça
Não faltar
(Kabessilê)
(Pra justiça)
(Não faltar)

Pai
Nossa arte
Não se rende
Quebra celas
E correntes
Pra vencer
A opressão
Pai
Direito nenhum
É esmola
Não leio seu nome
Na história
Mas pisam
Seu corpo no chão
Basta de ser livre
Só na morte
E viver
Refém da sorte
Somos a revolução
Salgueiro…
De Glorinhas
E Haroldos
É a voz que desce
O morro pra honrar
Seus ancestrais
Salgueiro
De Djalmas
E Zuzucas
Teu moleque
Vai a luta
Não se curva
Ao capataz

Não me curvo não
Jamais me entreguei
Nasci resistência
Com sangue de Rei
De punhos cerrados
Eu sou Salgueiro
Preto na pele
Orgulho no peito
(Quero igualdade)
(Eu quero respeito)

PARCERIA DE VINNY MACHADO

Compositores:
Vinny Machado
Lucas Donato

Rony Sena, Rafinha
Gabriel Tadeu

Marcos Vinicius e
Romeu

Intérpretes:
Leozinho Nunes e
Viny Machado

Não venha me enganar
Com seu discurso
Vou desmascarar
O preconceito
Não quero ser
Melhor e nem pior
Cansei de sofrer
Exijo respeito
Sou “livre”
Mas ainda aprisionado
Semeio meu legado
Nesse chão
Sobrevivendo em
Quilombos criados
Encontro a
Minha proteção
Na força ancestral
Do Candomblé
Que alimenta
A cultura brasileira
Mãe baiana
Mãe da fé
Derrama seu axé
Na minha bandeira

Salgueiro é religião
Toca batuqueiro
Firma ponto no Congá
Na ladeira tem capoeira
Zum, zum, zum
Zum, zum, zum
Capoeira, camará

Cabelo black
É identidade
A rua se transforma
Em passarela
Talento e
Representatividade
Sou protagonista
Brilhando na tela
Eu só quero
É ser feliz
Festejar a vida
As vezes sofrida
Firma na palma da mão
Tem funk no caldeirão
Charme é viver
Sem opressão
O sonho
Não será silenciado
A minha luta
Vai continuar
Sou preto, sim
De punho cerrado
Por quem já se foi
E por quem virá

O que seria
Da minha vida
Sem você?
Salgueiro…
Griot do samba
Sou resistência
Com licença
Vou passar
Uma escola diferente
Deixa quem
Quiser falar

PARCERIA DE MÁRCIO ANDRÉ

Compositores:
Márcio André
Daniel Katar
Anderson Benson
Bello, Rafael Falanga
Minuettos Tchello
Luiz Claudio e Thiago M.

Intérpretes:
Marquinho Art’Samba
Carlos Junior e
Igor Vianna

Clamo a Xangô
Meu padroeiro
A falange
Do Salgueiro
Já baixou
Nesse congá
Livre sem senhor
E sem mordaça
De Anastácia
Chico Rei e Sabiá
Eu sou baiana
Rezadeira, geledé
Linha de frente
Contra toda opressão
Um Baobá
Que se mantém
Sempre de pé
É preta a cor
Da revolução
Semba de Angola
Deixa a gira girar
Onde tem Jongo
E Caxambu
Vamos rodar

Se me atira pedra
Eu entrego axé
De corpo fechado
Afasto a dor
Bato tambor
E exijo respeito
Minha fé
É meu direito
Entenda por favor

Meu filho
Não negue
Da história
O meu povo
Moleques
Tantos crias
Lá do morro
Tingindo os palcos
Com a nossa cor
Meu samba
É hino que sufoca
O preconceito
Se todos nós
Temos sangue
Vermelho
Somos a voz
Que nunca se calou
Agô, Mãe África
Ouça o clamor
Dos ancestrais
Fundamentos
Que aprendi
No meu terreiro
Nossa luta
Vem de outros
Carnavais

Laroyê Exu
Kabecilê Kaô
Sou a espada de Ogum
O Ofá do caçador
Tenho a força de Orun
E o axé
Do mundo inteiro
Resistência
É Salgueiro

PARCERIA DE ROBERTO CAVACO

Compositores:
Roberto Cavaco e
Renato Castanheira

Intérprete:
Nino Smith

Salgueiro
Seu coração vermelho
O povo consegue escutar
Herança das Mães de Santo

Baianas a festejar

Que mesmo chateadas
Começavam a rodar
Nas madrugadas
Tia Ciata a cantar
Com Donga, Pixinguinha
João e Prazeres
Sambavam
A beira do porto
No alto do morro
Tantas vezes
Gritando por socorro
Por direitos sociais
Até hoje
Enterrados no cais
Mas a raiz
Brota do chão
Baluartes na Academia
Em profusão

Carrega no peito
Lutas e sonhos
De um pioneiro
O punho
Da resistência
Está marcado
No pavilhão
Do Salgueiro

História escrita
Com suor e fé
A essência Iorubá
Pede axé
Pequena África
Da igreja ao terreiro
Ensinou o mundo
A sambar no preconceito
Da Praça XI
A Praça Mauá
Vidas jogadas ao mar
Mas a alma
Da negritude é forte
Arte, cultura
Liberdade, esporte
Furiosa no talento
Rege a música
A senzala de sorriso
É apoteose

Mistura de raças
O maior show da terra
Samba gera gentileza
Ódio só provoca guerra

PARCERIA DE RENATO PENNA

Compositores:
Renato Penna
Carlinhos Japona
Everson Buiu
Valdemiro Santos
André Pomar
Amanda Pomar
e Bianca Ramos

Intérpretes:
Renato Penna
Carlinhos Japona e
Bianca Ramos

Eu me orgulho
De ser carioca
O Rio é palco
Da assinatura
A nossa raça
Ainda sofre humilhação
Mesmo depois
Da Abolição
Da escravatura
Estou cansado
De ser maltratado
De punho fechado
Vou reagir
Pois minha academia
É pioneira
Da resistência
Negra brasileira

Capoeira
Caxambu
Olha a ginga
Do maracatu
Gira baiana
Nos sabores da cor
Pequena África
Omolokô

Umbanda, Candomblé
Mães de Santo, afoxé
Samba de roda
Culinária e cultura
Sem pó de arroz
Preconceito e censura
Pisar no gramado
Sem cabelo esticado
A brilhar na passarela
Dançando charme
No viaduto
Funk na favela
Subir as escadas
Da igreja
Ouvindo o chorinho
A tocar
Teatro experimental
Literatura sem igual
Pagode na tamarineira
A liberdade verdadeira
Vou festejar
Respirar, sonhar
Em busca da igualdade
Persistir
Até a máscara cair

O samba é resistência
Quilombo insurgência
Sou preto de fé, axé
Quero respeito
Meu sangue é vermelho
Bate no peito, Salgueiro

PARCERIA DE SERGIO NILO

Compositores:
Sergio Nilo
Josy Pereira
Tuninho Fernandes
Anísio Pastor
Yndiara Veneno
Alexandre Moreira
PC Lopes e
Maurício Gomes

Intérprete:
Alexandre D’Mendes

Lembrança
De um velho Griot
Remete a bravura
Dessa gente
Capaz de arrastar
As correntes
E de superar
As bravatas
Da senzala
Salve…
Meu Rio de Janeiro
Chão da resistência
Que embala o canto
Negro do Salgueiro
Quisera a expressão
Dignidade
Não fosse
Tema de debate
Relacionado
À humanidade
Negro pelos
Caminhos onde for
Transforme a dor
Em poesia
Aculturando gerações

Tem quitutes
Da baiana tem?
Tem sim
Firma o pé
Bate o tambor ôôô
Glórias e
Tantas tradições
A negritude
Resplandece
Com louvor

Quem dera
Em cada irmão
Um só coração
No credo, na lida
Na arte
Que por toda parte
Valoriza esta nação
Lutando por direito
A igualdade
E desfrutar
Da verdadeira
Liberdade

Bota a mão
Na consciência
Vem pra nossa academia
Com total resiliência
Braço forte resistência
Esbanjar sabedoria

PARCERIA DE RICO TEIXEIRA

Compositores:
Rico Teixeira
Luiz Mangará
Isaías Demócrito
Gerson RioSampa
Marcilio Moreno
Marquinho Duarte
J. Ailton e
Wellington Morais

Intérprete:
Hugo Junior

No batuque do tambor
Povo guerreiro
Cantando a própria dor
Pro mundo inteiro
Sacudindo meu ganzá
Sou resistência
Com o meu Salgueiro

Liberdade nossa verdade
Ocultaram na história
Manchada no tempo
Pela hipocrisia
Vivida até hoje
Em nosso dia a dia
Esse meu Rio
Que o cenário ecoou
Na lei Áurea
Uma falsa magia
No brado do basta
Se fez alforria
Liberta o instrumento
Da podre fidalguia
Nosso país ainda
É Casa Grande
Nossos tambores
Tocando distante
Na miséria gritante
Da nossa senzala

A igualdade gritou
Lá na favela
Presa na fome criou
O que se espera
Ao povo preto
Bastou tanta querela
Com preconceito
Que nos nivela

Na fé dos orixás
Nos saravás
Da Umbanda
Do Candomblé
Bota dendê
No meu vatapá
Bota pimenta
No meu hauçá
Faz oferenda
Pro meu gongá
Trás fantasia
De um sonho
Em sermos todos
Nobres de novo
Um rei
Um líder da tribo
Donos do próprio nariz
Trazendo brilho
Nos olhos
Num mundo muito feliz
Honrado e respeitado
Um ser humano
Nunca mais escravizado

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